quarta-feira, 1 de outubro de 2014

2014 BRASIL lá vamos nós: inciando a volta (parte 1) …

                               Canoa Cachoeira

12 de setembro (sexta-feira) – andamos 353 km

Saímos de manhã mas sem pressa de Canoa concretizando a mudança de planos. Neca e Tere já desceriam para o sul pois têm outra viagem marcada para outubro. Nós só tínhamos de compromisso o Encontro Wenzel no final da primeira quinzena de novembro.

A saúde ou a falta dela e o apelo de alguns queridos (Vitor e Raul) nos ajudaram a decidir pela volta.

Tudo começou assim: por conta de uma ‘bursite’ do Neca ficamos mais uns dias em Canoa (sem ser nenhum sacrifício é claro!). Resistente a tomar qualquer remédio ou a procurar por um médico ele foi driblando a dor no ombro/braço esquerdo. Depois de muita ‘peleia’ tomou anti-inflamatório e colocou gelo mas assim mesmo a situação estava braba… Ele e a Tere foram até Aracati no Hospital Municipal e viram as mazelas da saúde pública no Brasil. Quando finalmente foram atendidos o médico (brasileiro) nem olhou pra eles, não solicitou exames e pouco os ouviu e já receitou (não era virose ao menos, kkk). Eles perguntaram sobre a existência de UNIMED mas ninguém soube informar…

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Dias depois foi a vez do Renato (em uma semana duas crises do que nos pareceu hipertensão, novidade pra nós) precisar de ‘socorro’. O 192 não atendeu em todas as vezes que tentamos mas o pessoal da pousada nos informou que tinha um posto da UNIMED  em Aracati. Pesquisando na Internet descobrimos o endereço e que a clínica funciona 24 h e era especialista em hipertensos … uhuuuu era tudo o que precisávamos (se bem que Re sempre teve pressão normal em torno de 12 x8…).

Nós quatro fomos de táxi em busca do lugar mas não foi fácil: o motorista não conhecia bem a cidade e dirigia na velocidade de ‘cuidado radar’, devagar quase parando! E o Renato passando mal, muito mal!

Numa travessa, perto do Banco do Brasil, está a clínica. Fomos atendidos prontamente e com eficiência pelas atendentes da clinica. O médico, embora não tenha quase tocado no Renato e nem se interessou em olhar os exames dele, respondeu em parte as arguições e foi eficiente no atendimento de emergência (determinando o que as atendentes deveriam fazer) mas, no final não sabemos se foi hipertensão (quem sempre tinha 12X8 e chegou a 17X9) ou labirintite (dois remédios receitados tratam disso). A auxiliar de enfermagem disse que tivemos sorte pois este médico vem de Fortaleza (onde a UNIMED tem um hospital de referência), é bom e cardiologista.

Ficamos mais uns dias e desta vez Renato em profundo controle alimentar mas não totalmente bom.

Explicada nossa alteração de planos, vamos ao relato da volta.

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Dormimos em Cachoeira dos Índios no Posto de Serviço Cachoeira/BR S06º56.378’  W038º43.289’, um dos lugares mais barulhentos, mas seguro! Fomos muito bem recebidos e atendidos pelo gerente.


Até Paulo Afonso

13 de setembro (sábado) – andamos 459 km

Saímos de Cachoeira dos Índios (BR116) e antes de entrar na Bahia desviamos da rodovia pois  até os mapas alertavam para o risco de assaltos (dos três trechos listados este era o mais ‘descampado’). Na ida passamos por um destes trechos e foi tranquilo como já relatamos.

Seguindo pela BR 313, estrada boa com paisagens bonitas como em Petrolândia com seu lindo calçadão junto ao lago onde encontramos uma AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) – (solicitar autorização ao encarregado/diretor Fabiano 04187-9656.4878/TIM) S08º59.348’ W038º13.546’.

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Seguimos até Paulo Afonso. Passando ao largo da usina, impressiona pelo tamanho da mesma. Ao se aproximar da cidade, que fica numa ilha, vimos uma placa anunciando um Camping. Seguimos na direção indicada no entanto a rua estava interditada. Seguimos até a Prainha, lugar de lazer da população local, de onde Graça ligou para Raul Becker (sabe TUDO sobre onde ficar de MH no Brasil). Através dele, localizamos o Camping, que na verdade é um Parque de Águas, com pousada, camping e restaurante (LENO Water Park à beira do lago e próximo à ponte de acesso ao centro S09º25.859’ W038º13.546’). Raul acionou seu amigo Ivus, morador da cidade, que nos honrou com uma visita acompanhado da mulher Fátima. Eles são amigos do Gonzaga, proprietário do Parque, o que determinou uma recepção pra lá de carinhosa.  Gonzaga quer adquirir um MH para curtir sua ‘aposentadoria’  do Parque, ao qual se dedica integralmente. Um muito obrigado ao Ivus/Fátima e ao Gonzaga. Os passeios no Velho Chico ficaram para uma próxima vez, pois devem ser iniciados em Canindé de São Francisco, próximo de Xingó.

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Ivus e Fatima


              Paulo Afonso Antonio

14 de setembro (domingo) – andamos 390 km

Saímos do Parque e demos uma volta no centro da cidade.

Quase no trevo de Jeremoabo vimos dois carros de polícia com os agente munidos de metralhadoras (achamos que era…).

Em todo o percurso muitos comboios de peças de usina eólicas.

Almoçamos no Posto de combustível (BR)  na av. Antônio Carlos Magalhães esq. com BR116. S10º58.568   W038º47.701

Pernoite no  Posto BR Grão de Ouro (km 485), Rede HG em Antônio Cardoso, em torno de 20 km após Feira de Santana (lado direito sentido N/S). Posto amplo mas sem caminhoneiros (hum…). Gerente nos cedeu luz mas os funcionários não demonstraram boa acolhida…, mesmo assim, pernoitamos. Anda mais um pouquinho e fica no Posto Shell!  S12º21.4861   W039º06.065’


          Feira Vitoria

15 de setembro (segunda-feira) – andamos 393km

Acordamos às 6h30min e voltamos à Feira de Santana para fazer a vistoria pra renovação do seguro do MH, conforme solicitação do Bazakas. Com o GPS foi fácil chegar  lá e … surpresa: o avaliador já estava no ‘batente’ a partir das 7h! Pegamos um pouco de ‘tranqueira’ mas às 8h33min já estávamos de volta no posto onde Neca/Tere nos esperavam.

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Estrada e paisagem bonitas.

Dormimos no Auto Posto São Marcos Rodo Rede BR116, km 835 (uns 7km antes de Vitória da Conquista, sentido S/N). S14º57.119’ W040º53.939’ (na bomba de S10). Antes de estacionarmos Neca teve um problema de freio trancado, por bombear em excesso com o estacionário acionado. Devidamente orientados, destrancamos o freio e dormimos.  


                           Até Ponto dos volantes 

16 de setembro (terça-feira) – andamos 327 km

Cedo Neca e Tere voltaram à Vitória da Conquista atrás da concessionária Iveco, há uns 8 km do posto, para verificar a razão do ‘trancamento’ do freio. Trocada a válvula que estava com problema, tudo ficou resolvido e retornaram para prosseguimento da viagem.

Passando em Itaobim (terra das mangas) não resistimos e compramos estas deliciosas frutas (super doces).

A estrada é linda perto de Pedra Azul, mas a quantidade de ‘Pardais’ (lombadas eletrônicas) é abusiva.

Lombadas físicas também abundam: até na frente de um posto da Polícia Rodoviária Federal tem duas. Pior que isso é ter lombada física e eletrônica juntas e tem, acredita!

Seguimos viagem até Ponto dos Volantes/MG onde dormimos, muito bem, no posto (com luz e água) Papai Noel no km 137 da BR 116 (S20º14.864’   W042º08.566’). O gerente é muito simpático e acessível.

Ali tem um serviço de lavação de roupas que não conhecíamos: senhoras pegam as roupas dos caminhoneiros e levam pra lavar. Entregam na hora que o motorista determinar (lavadas e passadas). Bom também para o caravanista que precisa deste serviço, não?


           Ponto dos volantes realeza

17 de setembro (quarta-feira) – andamos 455 km

Saímos de Ponto dos Volantes mais cedo do que o costume (7h11min) e fomos até o ‘Posto 7 Estrelas’ S17º37.342/W041º2.977 (onde pernoitamos há dois anos) e enquanto Neca/Tere tomavam café o eletricista consertou a luz alta do nosso MH. Um relê estava queimado. Em dois anos, nos impressionou a decadência do lugar, ao ponto de não salvarmos o Posto para uma próxima passada por aí.

Almoçamos no Posto Planalto II (rede HG) na BR 116 em Governador Valadares (S18º49.951/W041º59.326’), onde o gerente veio ao nosso encontro e ofereceu o Posto para pernoite. Gente fina demais este gerente e certamente numa próxima oportunidade pernoitaremos nesse posto.

Dormimos em Realeza no cruzamento da BR116 com a BR262 num Posto Ipiranga a beira do rio (com luz e silêncio). S20º14.864’   W042º08.566’

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Neca não resistiu e foi pescar, sem sucesso. Eis que, de repente, dá um grito de alegria, pois pegou um peixe = uma lata de sardinha (que ele prendeu no anzol)! Coisas de Neca …


             Realeza Tere 

18 de setembro (quinta-feira) – andamos 314 km

Saímos bem cedo de Realeza em direção a Teresópolis/RJ e só paramos na fábrica da cerveja Itaipava pra ‘fazer uma boquinha’… e levarmos a Premium que estava em promoção.

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Chegamos na hora do almoço no camping Quinta da Barra (Rua Antonio Maria, 100), em Teresópolis.

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Já na entrada a gentileza se manifestou total, com dicas de como entrar, onde ficar, etc.… Era a Denise  e a Flor fazendo as ‘honras da casa’. Escolhemos o local, nos acomodamos, almoçamos e sonecamos (temperatura amena depois de muito tempo).

Mais tarde, conhecemos Maria, também extremamente gentil conosco. Ela e seu marido são os responsáveis pelo Camping, por um processo de arrendamento dos proprietários. Achamos que voltaremos outras vezes nesse camping para visitarmos a Heda no Rio. Além do local ser ‘muito simpático’, com boa estrutura, boa energia elétrica e água, com quadra de esportes, piscina, restaurante, etc. é seguro para deixarmos o MH enquanto estivermos no Rio.

À tarde Neca e Renato desceram o morro (o Camping fica num local alto) em busca de um supermercado, distante 800 mts. Feitas as compras, tomaram um taxi para trazer as compras.


Dia 19 de setembro (sexta-feira), Neca, Tere e Renato foram a pé para conhecer o centro de Teresópolis, mais ou menos 30 minutos de caminhada. Centro este bem movimentado, com comércio forte e diversificado. Renato aproveitou para comprar as passagens para descermos ao Rio no sábado para visitar a Heda. São duas horas até o Rio em ônibus bem confortável.

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O Combinado era, ao meio dia, almoçarmos chuleta suína, com feijão, arroz, salada, a cargo de Neca e Tere. O que aconteceu e de forma deliciosa. Já à noite, a janta de despedida- uma vez que Neca e Tere seguiriam viagem no dia seguinte- ficou sob a responsabilidade do Renato e Graça que prepararam um quibe de forno, acompanhado de arroz e salada de massa com molho de maionese e iogurte. Também estava bom. Rolou espumante, vinho e cerveja para contemplar a preferência de cada um dos participantes. O mais importante, pra nós, a explícita manifestação dos quatro quanto a viajarmos novamente juntos em outros projetos a serem planejados!

                                                   Alegre

Brasil lá vamos nós: voltando pra casa (parte 2)

Dia 20 de setembro (sábado)

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Denise e seu marido Josemir nos levaram até a Rodoviária para descermos de busão para o Rio (embora ‘direto’ apanhava passageiros durante todo o percurso que durou 2h). Paisagem linda, estrada idem com curvas e asfalto muito bom. A Serra dos Órgãos de fato impressiona, com o Dedo de Deus dando um toque especial na paisagem.

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Mais tarde recebemos fotos de Neca/Tere de um incêndio na mata do outro lado da estrada em frente ao camping, prontamente debelado pelos bombeiros.

No Rio, Heda nos recebeu na rodoviária e fomos de taxi até seu apartamento e de lá para Niterói (de barca) e depois de carona com o Zeca (sogro dela).

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A casa dos pais do Duda é rústica e fica num condomínio como a nossa em Floripa. Pena que Re não pode curtí-la nem a família (estavam presentes também Lucia, Zélia, Juca tias e tio do Duda) e o delicioso almoço. Assim que chegou no Rio teve outra crise (labirinto/pressão alta… só saberemos o que afirmar com certeza após chegarmos em casa!).

À noite, com a crise sob controle, voltamos para o Rio. Nossa janta foi preparada pelo Duda: tapioca ‘dos deuses’! (Ficamos devendo a foto!)


Dia 21 de setembro (domingo) e a chuva estragou os planos da Hedinha (andar de bice, ir à praia)… Pra nós tudo bem pois o objetivo é curtí-la e ponto!

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Logo cedo Thais (que mora na Inglaterra e estava a serviço na Cidade Maravilhosa) se juntou a nós para ‘chimarrear’ e visitar o Lapinha (Hostel destinado a casais) que ficou uma gracinha após a reforma.

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Mallu roubou a cena…

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Depois, fomos almoçar no Outback de Botafogo no que se transformou num mini encontro Wenzel com a presença da Karine (Floripa), Kuggy e Mallu, nós e a Bárbara (amiga da Karine). Comida e papos bons só nos alegram.

Voltamos de carro para o camping/Teresópolis sob chuva intermitente o que nos impediu de parar para ver a paisagem no famoso mirante.

Friozinho gostoso, papo e caminha.


22 de setembro (segunda-feira) – Ápice desta visita: bem cedo Hedinha se instala no nosso meio na cama como sempre gostou de fazer… mais um cochilo tendo nossa querida entre nós (muitas recordações) e isso não tem preço! Ainda com frio ficamos nos curtindo ali no camping mesmo e depois almoçamos a deliciosa galinha ensopada com massa  (dos deuses) que é uma das especialidades do Renato.

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Infelizmente o que é bom também acaba e eles voltaram pro Rio no início da tarde deixando um gosto de quero mais…

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até Taubaté

23 de setembro (terça-feira) – andamos 386.1  km

Assistimos o jornal da manhã e, calmamente, fomos arrumando as coisas para seguir viagem. Despedimo-nos de Denise e Flor e fomos em direção à Petrópolis.

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Seguimos pela BR 495 e fomos descobrindo uma linda estrada, quase uma ‘Serra do Rio do Rastro’ (embora, tristemente, com muitos vestígios de queimadas por todo o percurso provavelmente consequência de toco de cigarros acesos jogados dos carros).

Sem título

Pernoitamos no Posto BR (com luz) junto ao Frango Assado da DUTRA em Taubaté, Km 115. O pessoal do Posto (Jusceline e Kelvin) nos atendeu de uma forma pouco convencional de tanta gentileza. Tinha acabado o Plasil do Renato e prontamente um dos frentistas se ofereceu para buscá-lo na Farmácia próxima ao Posto. Legal mesmo!!!!!!!!!!!!!!!


24 de setembro (quarta-feira) – andamos 449 km

Foi um dia só de estrada. Decidimos não passar por São Paulo (capital) pra não arriscar ficar parado nas tranqueiras tão comuns por lá. Tentamos um caminho alternativo até porque gostamos de percorrer novas estradas, mas em dois trechos não fomos felizes.

Janiru a Jundiaí é muito demorado, com muitas lombadas e tráfego dentro das cidades.

De Capão Bonito a Apiaí a estrada é bonita mas sem acostamento e sinalização adequada (em Sampa o que não foi privatizado e com pedágios caros costuma não corresponder ao padrão…).

Já escuro, tentamos pernoitar no amplo estacionamento junto ao quiosque de Informações Turísticas mas não foi permitido (sem comentários!). Andamos mais um quilômetro e conseguimos um lugar num Posto de Serviço (com luz) junto a muitas carretas a espera para carregar cimento na usina em frente.

Apiaí “serve como base para conhecer as cavernas quase intocadas de Caboclos, o núcleo mais radical do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), que tem trilhas desgastantes em meio à mata.” (Guia Quatro Rodas Brasil, 2012, p.119)


25 de setembro (quinta-feira) – andamos 462 km

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Chuva e cerração  na que talvez tenha sido a maior serra pela qual passamos. Num belo dia e a passeio pode ser legal, mas, com chuva e tu querendo chegar em casa, não recomendamos.

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Aproveitamos a passagem em Barra Velha pra visitarmos o amigo Maciel que tá fazendo o maior sucesso. Gente fina demais. Quando fizemos uma reforma interna no nosso MH na Victória do Plinio, ele era o gerente de produção e nos atendeu maravilhosamente bem. Quando ele saiu do Plinio para um voo próprio, Renato recomendou a ele que tentasse um nicho dentro do segmento MH diferente do que as fábricas tradicionais fazem. Ficamos felizes em saber que ele parece ter achado esse nicho, além da reformas e consertos que faz: motor homes em  baús para uso em rodeios. Uma parte se destina aos animais e a outra parte aos aficionados desse hobby. Vimos alguns em fabricação – show de bola. Sucesso Maciel, tu mereces!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Estava escuro quando passamos por Itapema pra deixar as caixas pesadas e as bices no AP e … direto pra casa encontrar o Vitor!

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Concluindo: Foram 194 dias (quase 90 deles no Camping e Pousada Mundaí em Porto Seguro) de uma viagem muito boa, parte sozinhos e parte acompanhados. Primeiramente com os casais amigos Harold/Ivonete, Claudio/Arlete e Nilson/Bete. Depois, após Porto Seguro e até Teresópolis com nossos já ‘velhos parceiros de estrada’ Neca/Tere. Estas viagens são oportunidades únicas de vivenciar e praticar o estilo campista de ser. Portanto, misturando aventura, conhecimento de novas culturas, aprendendo sempre a conviver com diferenças, curtindo lugares e paisagens tão lindos que o Brasil oferece e enfrentando adversidades que sempre se apresentam, mas que são superadas com coragem e determinação, como questões de saúde, problemas no veículo, estradas deixando a desejar em termos de manutenção, etc.

Uma viagem assim permite, também, constatar os grandes contrastes brasileiros. Muita miséria de um lado e muita riqueza de outro. Fica evidente o quanto os governos e a classe política são agentes fundamentais para determinar tais resultados.

Algumas curiosidades também. Depois da Bahia a quantidade de ‘lobadas’ chama a atenção. Isto talvez para contrabalançar o total descuido em relação ao trânsito, seja de veículos e, principalmente, de motos. Estas, então, no caso de estados como o Maranhão é uma bagunça generalizada: condutores sem capacetes, muitas sem placa, carregando a família inteira na moto. Chegamos a ver 5 pessoas numa mesma moto (pequena), isto com frequência.

Em relação às lombadas, Renato teve a ideia de comprar um marcador numérico e instalou no centro do volante, para marcar cada lombada ultrapassada. Este controle teve início no Ceará, a partir de Canoa Quebrada. Num percurso de 4.215 km (Canoa a Floripa) foram 534 lombadas. Esclareça-se que não foram considerados redutores de velocidade e lombadas eletrônicas, somente lombadas físicas. Assim, obteve-se a média de uma lombada a cada 7.890 km. Em muitos casos, a lombada física está junto a uma lombada eletrônica.

“Gracias a la vida que nos ha dado tanto” (e queremos mais disso, é claro!)

 

roteiro completo