Depois seguimos para Taquile numa longa viagem (nosso barco é lento). Reforço no protetor solar, água, folha de coca e um cochilo até chegarmos: ali somos avisados que teremos que subir uma trilha de uns 500 metros depois seguir mais um pouco no plano até o centro da aldeia para almoçarmos (lembrei a foto da Vera/De Paris)...

Só que foi muito pior do que imaginávamos: os nativos estavam desde ayer (ontem), em mutirão, reformando a trilha, o que nos fez passar por vários terraços, muita areia, aumentando em 40’ minutos a caminhada que já não é pequena (a sorte é que o mal das alturas estava sob controle)!
Enquanto percorremos, é um sobe e desce de quéchuas enrolando lãs (só pra turista ver, pois até novelo industrializado vimos ser enrolado como tradicional), trazendo areia e pedras para a trilha: uma loucura! No centro, homens tricotando capuz com quatro agulhas (tb pra turista ver, pois quem tricota sabe que é impossível caminhar tecendo motivos com mais de cinco cores de lã). A vestimenta indica o estado civil de homens e mulheres bem como a hierarquia do grupo. Os chefes são eleitos anualmente pelos seus pares.
Mais um caminhadinha e, finalmente, o almoço: conosco estavam italianos, poloneses, uruguaias e uma argentina. Podíamos escolher entre dois pratos principais: truta ou omelete.
Depois, mais uma trilha, uma descida íngreme até o porto principal onde o barco nos esperava (deixando-nos na pousada).

Chegamos mortos e sem condições de internet: jantamos na pousada (tomamos pisco sour, uma delícia).