Dia 20 de setembro (sábado)
Denise e seu marido Josemir nos levaram até a Rodoviária para descermos de busão para o Rio (embora ‘direto’ apanhava passageiros durante todo o percurso que durou 2h). Paisagem linda, estrada idem com curvas e asfalto muito bom. A Serra dos Órgãos de fato impressiona, com o Dedo de Deus dando um toque especial na paisagem.
Mais tarde recebemos fotos de Neca/Tere de um incêndio na mata do outro lado da estrada em frente ao camping, prontamente debelado pelos bombeiros.
No Rio, Heda nos recebeu na rodoviária e fomos de taxi até seu apartamento e de lá para Niterói (de barca) e depois de carona com o Zeca (sogro dela).
A casa dos pais do Duda é rústica e fica num condomínio como a nossa em Floripa. Pena que Re não pode curtí-la nem a família (estavam presentes também Lucia, Zélia, Juca tias e tio do Duda) e o delicioso almoço. Assim que chegou no Rio teve outra crise (labirinto/pressão alta… só saberemos o que afirmar com certeza após chegarmos em casa!).
À noite, com a crise sob controle, voltamos para o Rio. Nossa janta foi preparada pelo Duda: tapioca ‘dos deuses’! (Ficamos devendo a foto!)
Dia 21 de setembro (domingo) e a chuva estragou os planos da Hedinha (andar de bice, ir à praia)… Pra nós tudo bem pois o objetivo é curtí-la e ponto!
Logo cedo Thais (que mora na Inglaterra e estava a serviço na Cidade Maravilhosa) se juntou a nós para ‘chimarrear’ e visitar o Lapinha (Hostel destinado a casais) que ficou uma gracinha após a reforma.
Mallu roubou a cena…
Depois, fomos almoçar no Outback de Botafogo no que se transformou num mini encontro Wenzel com a presença da Karine (Floripa), Kuggy e Mallu, nós e a Bárbara (amiga da Karine). Comida e papos bons só nos alegram.
Voltamos de carro para o camping/Teresópolis sob chuva intermitente o que nos impediu de parar para ver a paisagem no famoso mirante.
Friozinho gostoso, papo e caminha.
22 de setembro (segunda-feira) – Ápice desta visita: bem cedo Hedinha se instala no nosso meio na cama como sempre gostou de fazer… mais um cochilo tendo nossa querida entre nós (muitas recordações) e isso não tem preço! Ainda com frio ficamos nos curtindo ali no camping mesmo e depois almoçamos a deliciosa galinha ensopada com massa (dos deuses) que é uma das especialidades do Renato.
Infelizmente o que é bom também acaba e eles voltaram pro Rio no início da tarde deixando um gosto de quero mais…
23 de setembro (terça-feira) – andamos 386.1 km
Assistimos o jornal da manhã e, calmamente, fomos arrumando as coisas para seguir viagem. Despedimo-nos de Denise e Flor e fomos em direção à Petrópolis.
Seguimos pela BR 495 e fomos descobrindo uma linda estrada, quase uma ‘Serra do Rio do Rastro’ (embora, tristemente, com muitos vestígios de queimadas por todo o percurso provavelmente consequência de toco de cigarros acesos jogados dos carros).
Pernoitamos no Posto BR (com luz) junto ao Frango Assado da DUTRA em Taubaté, Km 115. O pessoal do Posto (Jusceline e Kelvin) nos atendeu de uma forma pouco convencional de tanta gentileza. Tinha acabado o Plasil do Renato e prontamente um dos frentistas se ofereceu para buscá-lo na Farmácia próxima ao Posto. Legal mesmo!!!!!!!!!!!!!!!
24 de setembro (quarta-feira) – andamos 449 km
Foi um dia só de estrada. Decidimos não passar por São Paulo (capital) pra não arriscar ficar parado nas tranqueiras tão comuns por lá. Tentamos um caminho alternativo até porque gostamos de percorrer novas estradas, mas em dois trechos não fomos felizes.
Janiru a Jundiaí é muito demorado, com muitas lombadas e tráfego dentro das cidades.
De Capão Bonito a Apiaí a estrada é bonita mas sem acostamento e sinalização adequada (em Sampa o que não foi privatizado e com pedágios caros costuma não corresponder ao padrão…).
Já escuro, tentamos pernoitar no amplo estacionamento junto ao quiosque de Informações Turísticas mas não foi permitido (sem comentários!). Andamos mais um quilômetro e conseguimos um lugar num Posto de Serviço (com luz) junto a muitas carretas a espera para carregar cimento na usina em frente.
Apiaí “serve como base para conhecer as cavernas quase intocadas de Caboclos, o núcleo mais radical do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), que tem trilhas desgastantes em meio à mata.” (Guia Quatro Rodas Brasil, 2012, p.119)
25 de setembro (quinta-feira) – andamos 462 km
Chuva e cerração na que talvez tenha sido a maior serra pela qual passamos. Num belo dia e a passeio pode ser legal mas, com chuva e tu querendo chegar em casa, não recomendamos.
Aproveitamos a passagem em Barra Velha pra visitarmos o amigo Maciel que tá fazendo o maior sucesso. Gente fina demais. Quando fizemos uma reforma interna no nosso MH na Victória do Plinio, ele era o gerente de produção e nos atendeu maravilhosamente bem. Quando ele saiu do Plinio para um voo próprio, Renato recomendou a ele que tentasse um nicho dentro do segmento MH diferente do que as fábricas tradicionais fazem. Ficamos felizes em saber que ele parece ter achado esse nicho, além da reformas e consertos que faz: motor homes em baús para uso em rodeios. Uma parte se destina aos animais e a outra parte aos aficionados desse hobby. Vimos alguns em fabricação – show de bola. Sucesso Maciel, tu mereces!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Estava escuro quando passamos por Itapema pra deixar as caixas pesadas e as bices no AP e … direto pra casa encontrar o Vitor!
Concluindo: Foram 194 dias (quase 90 deles no Camping e Pousada Mundaí em Porto Seguro) de uma viagem muito boa, parte sozinhos e parte acompanhados. Primeiramente com os casais amigos Harold/Ivonete, Claudio/Arlete e Nilson/Bete. Depois, após Porto Seguro e até Teresópolis, com nossos já ‘velhos parceiros de estrada’ Neca/Tere. Estas viagens são oportunidades únicas de vivenciar e praticar o estilo campista de ser. Portanto, misturando aventura, conhecimento de novas culturas, aprendendo sempre a conviver com diferenças, curtindo lugares e paisagens tão lindos que o Brasil oferece e enfrentando adversidades que sempre se apresentam, mas que são superadas com coragem e determinação, como questões de saúde, problemas no veículo, estradas deixando a desejar em termos de manutenção, etc.
Uma viagem assim permite, também, constatar os grandes contrastes brasileiros. Muita miséria de um lado e muita riqueza de outro. Fica evidente o quanto os governos e a classe política são agentes fundamentais para determinar tais resultados.
Algumas curiosidades também. Depois da Bahia a quantidade de ‘lombadas’ chama a atenção. Isto talvez para contrabalançar o total descuido em relação ao trânsito, seja de veículos e, principalmente, de motos. Estas, então, no caso de estados como o Maranhão é uma bagunça generalizada: condutores sem capacetes, muitas sem placa, carregando a família inteira na moto. Chegamos a ver 5 pessoas numa mesma moto (pequena), isto com frequência.
Em relação às lombadas, Renato teve a ideia de comprar um marcador numérico e instalou no centro do volante, para marcar cada lombada ultrapassada. Este controle teve início no Ceará, a partir de Canoa Quebrada. Num percurso de 4.215 km (Canoa a Floripa) foram 534 lombadas. Esclareça-se que não foram considerados redutores de velocidade e lombadas eletrônicas, somente lombadas físicas. Assim, obteve-se a média de uma lombada a cada 7,89 km. Em muitos casos, a lombada física está junto a uma lombada eletrônica.
“Gracias a la vida que nos ha dado tanto” (e queremos mais disso, é claro!)
Em tempo a carinhosa contribuição de um querido amigo:
“Oi Graça e Renato.
Lendo o seu blog, vi o comentário que fizeste de uma rota alternativa para passar em São Paulo.
Nós este ano fomos a Campos do Jordão e ao sairmos de lá fomos em direção a São José dos Campos onde tem um saída para Dutra, como o GPS mandavam ir em frente nós assim o fizemos, entramos na Carvalho Pinto, depois Airton Senna e lá encontramos uma saída para o rodoanel que nos levou ao lado leste e posteriormente ao lado sul do mesmo, que se encontra pronto com saída para o Regis Bittencourt. O grande lance deste trajeto é que não se passa mais por dentro de São Paulo evitando assim as marginais desta metrópole. Portanto quando nós descermos nos próximos anos o trajeto será pela Dutra até a saída para a Carvalho Pinto, Airton Senna, Rodoanel, e Regis Bittencourt.
Aproveitando o ensejo não se passa mais pela Ponte Rio-Niterói e nem pelo Rio, pois foi inaugurado o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro. Este novo trajeto a gente entra em direção Manilha-Magé, vindo pela BR101 e sai em Seropédica, próximo a Serra das Araras.
Sem mais deixo meu abraço a estes queridos amigos.
PS: Se já for de seu conhecimento, peço desculpas e simplesmente ignore. Abraços”.
