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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Da Costa do Dendê a do Cacau – Bahia

Quinta-feira, 7 de junho (feriado de Corpus Christi), andamos 164 km.

Costa do dendê a do cacau

De volta a BA 001 seguimos em direção ao sul para Camamu onde havia lindos vestígios da procissão de Corpus Christi.

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Camamu reproduz Salvador (capital do estado) com cidade baixa e cidade alta mas está muito aquém em termos de conservação. Sua baía é considerada especial em termos de beleza e recursos naturais mas, um pouco por estarmos cansados, ao olharmos o mapa e constatarmos que a BA001 passaria por dentro de cidades e vilarejos (e lembrando da diferença de atravessar Valença em dia comum e no feriado) não tivemos dúvidas em seguir adiante aproveitando a calmaria do feriado o que se mostrou uma excelente opção!

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No caminho abundavam os montinhos com cachos de dendê.

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Almoçamos em Itacaré mas como não achamos lugar bom/bonito para ficarmos resolvemos seguir adiante.

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Nossa meta era o camping Oásis - em meio a um belo coqueiral e à beira mar - (indicação de Vera/Deco e de Débora/Arno). De fato, lugar ótimo pra quem quer descanso e tranquilidade. Edmundo, filho de Dona Olivia, nos recebeu muito bem, tratando logo de ajeitar o local onde estacionaríamos.

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Infelizmente, não se consegue sinal de '>'>'>'>'>internet (Vivo) e nem de telefone TIM. Tentamos junto ao proprietário do restaurante ao lado do camping -arrendado por Edmundo a um europeu - licença para usarmos seu wi-fi. O rapaz, em torno de 30 anos, foi de uma grosseria surpreendente. Chegou a dizer que telefone e internet não se cede a ninguém. Um ignorante … o lucro dele foi perder dois clientes, pois pensávamos almoçar no seu restaurante (na entrada, ele anuncia a melhor moqueca da Bahia).

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Neste equipamento um casal alemão (da Bavária) viaja há dois anos e um mês pelas Américas (via Canadá). Chegaram à tardinha e foram embora na outra manhã bem cedo pois acharam o camping caro pelo o que apresentam - sanitários, especialmente.

Repete-se aqui o que escrevemos e temos dito sobre nossos campings: não basta os espaços (na maioria lindos) é preciso ter um mínimo de infra: luz (boa), água (ambas com fácil acesso), banheiros limpos, '>'>'>'>'>internet  wi-fi (quem está fora do seu país sabe como é bom conversar com os seus no interior de sua casa rodante…) e quem é daqui não precisa ficar à mercê dos parcos sinais das nossas operadoras…

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Desde quinta-feira o tempo se mantém assim: chuva à noite (refrescante) e sol no decorrer do dia.

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No sábado deu um problema com a luz e precisamos ligá-la na casa da Dona Olívia (uma simpatia). Como havia caído uma fase, a energia não permitia uso de equipamentos mais pesados, mas resolveu para o básico. Da Olívia lembrou do Deco e Vera e manda um grande abraço …

Domingo, 10 de junho, fomos até o estacionamento do Ilhéus North Hotel (S14º29.587’  W039º 02 198’) que fica a menos de um quilômetro do camping Oásis.

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O lugar é lindo e bem cuidado e, fora de temporada, aceita MH (R$25,00 p/p a diária com wi-fi). Marcelo, gerente, como todos os demais funcionários são super gentis e atenciosos. Valeu essa descoberta para uma parada estratégica.

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Ônibus escolar Sobre o deslocamento pela BA 001, no que tange a Costa do Dendê, diríamos que não vale a pena pois se atravessa muitos perímetros urbanos (ruas estreitas com comércio de ambulantes). Além disso as inumeráveis lombadas (inoportunas e quase sempre fora de qualquer norma técnica) somadas aos trechos onde os buracos do asfalto são fechados com barro vermelho … depois de uma chuva, já viste! Talvez seja mais interessante vir pela BR101 e entrar em direção aos lugares desejados.

De Itacaré em diante – Costa do Cacau – parece que estes problemas não existem. Conferiremos!


TIM? Ainda sem serviço… VIVO? Também! '>'>Internet garantida no MH no estacionamento do Hotel


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sábado, 2 de junho de 2012

Chapada Diamantina: Mucugê

Mucugê (que também é nome de um fruto) é considerada “Berço dos Diamantes e de belezas Naturais (…) É considerada a primeira cidade das Lavras Diamantinas e possui um conjunto arquitetônico neoclássico e neogótico do século XIX também tombado como Patrimônio Nacional (Alean Rodrigues – Folder oficial).”

O centro histórico, basicamente, compreende as duas ruas iniciadas na Igreja de Santo Antônio e a  Santa Isabel. A primeira fica perto do acesso de quem vem do sul na BA142 e a segunda próxima ao acesso norte da cidade  (BA 142, quem vem de Lençóis) com um Largo onde, imaginamos, seja possível e fácil estacionar  MH sem precisar passar pelo calçamento histórico e que, teoricamente, é proibido para carros com mais de 6 toneladas…

Mucugê

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Na terça-feira fomos conhecer o centro histórico e, na Igreja de Santo Antônio, encontramos a responsável pela restauração desta e da igreja de Rio de Contas. O dia já começou bem com o excelente papo que rolou (pena que não a encontramos em Rio de Contas para ver as obras em restauração que ela, apaixonadamente, nos descreveu…).

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Na rua paralela (Caitité, 40) fica a pousada “Refúgio na Serra cujo proprietário (Zé Rubens) também curte MH e frequenta muito o sul com destaque para Urubici. Foi o recanto mais charmoso que encontramos até agora e seu estacionamento está disponível com luz e água (não fomos porque já estamos bem instalados no posto e logo iremos embora mas ficará para a próxima). São quatro  apartamentos exclusivos entre muito verde e um belo restaurante.

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Mucugê fica no coração da Reserva da Chapada e perto de muitas das principais atrações (Poço Azul, Poço Encantado, (Cachoeiras Fumacinha e Buracão em Ibicoara) o que facilita o acesso a elas. Compreende a maior área do Parque da Chapada, 52%. Os outros 48% dividem-se entre os demais municipios que o integram.

Em busca de mapas locais fomos na “Trilhas e Caminhos” e conhecemos seu proprietário (Roberto Sapucaia) e autor dos mapas de Mucugê, Lençóis e um específico (e detalhado) com Roteiros Ecoturísticos  de toda a Chapada (indispensável para ‘trilheiros’ caminhantes ou de bike)!

Com ele agendamos um passeio para quarta-feira às 8 horas. Com a chuva durante a noite e início da manhã pensamos que nossa programação estivesse prejudicada. Roberto insistiu que não e, pontualmente, na hora agendada chegou o Boca (nosso guia e motorista) num Uno.

Nosso roteiro: Poço Encantado, Poço Azul e Igatu.

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Chegamos cedo no Encantado onde só descem 10 pessoas por vez. Achamos a descida bem mais tranquila do que a descrição que lemos. Embora sem a incidência do raio de sol o poço estava lindo!

Dali fomos para o Poço Azul, passando por estradas nas fazendas e sendo competentemente informados pelo guia. Como o rio estava baixo pudemos atravessá-lo a pé enquanto observávamos o caminhões pipas apanhando água do rio pra distribuir às pessoas sem água.

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O lugar é lindo e, mais uma, vez tivemos sorte: como era cedo e não tinha excursão vinda de Lençóis - não é alta temporada e meio de semana - estávamos em cinco visitantes. Assim pudemos ficar 1:30 hs disfrutando daquelas águas, naquela paz e beleza exuberante (de arrepiar)!

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Melhor ainda foi contar com a paixão do Juraci por fotografia e assim, esta postagem fica mais enriquecida com suas fotos: obrigado!

Almoçamos no restaurante da dona Alice (comida típica como o Cortado de Palma, Cortado de Mamão Verde e Godó de Banana) quando Renato competiu com o Boca (as fotos atestam):

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Sem soneca e depois de 3 cervejas fomos para Igatu a nossa Machu Picchu baiana do Brasil (sg Boca) outra bela surpresa!

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Comemos um excelente pão de alho e um crepe na Galeria Arte & Memória. Segundo Val, que nos atendeu, nesta semana alguém da Quatro Rodas (anonimamente no início) esteve lá pra conferir se a recomendação ainda é merecida (com o que concordamos). Bom saber, não? Limpeza e organização impecáveis, inclusive dos sanitários.

Voltamos cansados mas super satisfeitos com o dia de hoje. Sempre a surpresa nos acompanhando, descobrindo tanta beleza numa região aparentemente tão inóspita…

TV, só a Globo local mas sem TIM ou VIVO….


N.B. Quem gosta de trilha pode agendar ali ou em Andaraí um trekking no Vale do Paty considerado o melhor do Brasil e terceiro do mundo (atrás de Compostela e Machu Picchu).

Nos passeios aos poços carros menores, até o tamanho de uma Van, trafegam tranquilamente mas um guia nos parece fundamental porque as estradas de chão passam por dentro de fazendas e vimos gente se perdendo facilmente.

Em Igatu carros bem pequenos também trafegam mas sem conhecer a região, correm o risco de não ver o ‘essencial’ e nem chegar lá... Tem agências que fazem este percurso a pé.