Mostrando postagens com marcador Termas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Termas. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de setembro de 2012

Voltando ao Sul: Rio, Cerro Largo até Floripa

PS Rio

Rio Cerro Floripa

A partir daí somos em três na estrada, com nossa ‘filhota’ amada, coisa que não acontecia há tempos!

Nem bem passamos Sampa e ‘pegamos’ uma tranqueira a perder de vista: foram mais de cinco horas parados, devido a um acidente já na Regis Bitencourt. Eu gripada e Renato idem e a febre conosco. Nenhum lugar bom pra sair da estrada, o jeito era ter paciência.

Conseguimos chegar tarde da noite no Posto O Fazendeiro: um lanchinho no MH e… cama!

Já havíamos decidido seguir direto até Cerro Largo (cidade Natal do Re) para uma rápida visita ao Odilo (sogro) que andou hospitalizado.

Do Posto “O Fazendeiro” seguimos direto até o Posto Cacique (Shell novo, aberto 24 horas, com '>'>Internet e luz, no lado direito sentido norte/sul) na BR 153, s/n – KM 456 em União da Vitória (quase na divisa do Paraná com Santa Catarina): fones (42) 3522-5282 / 3522-5486 (posto.irmaosalves@hotmail.com).  Atendimento nota 1.000!

DSC08549  DSC08551

No outro dia cedíssimo (ainda escuro) tocamos em frente. Assim que clareou, já tendo passado a divisa SC/RS, vimos uma ‘quitanda’ imperdível tal era a sua limpeza, organização e qualidade dos produtos:

DSC08552DSC08553

Antes do meio dia estávamos nas Termas de Três Arroios ultimando os contatos para o RE 66.

Almoçamos no restaurante, lavamos umas ‘roupichas’ e caminhamos enquanto nos deliciávamos com as bergamotas (laranja crava pra quem nasceu em Tubarão).

DSC02589

Na segunda bem cedinho seguimos para Cerro Largo/RS. Lá chegando o velho ritual: lavação do MH no posto Sausen.

DSC08599  DSC02594

DSC02605DSC02607

À noite, com a família reunida, Claudia nos esperava com um delicioso stroganoff, no dia seguinte retribuímos com um caldo verde (receita do Álvaro/Magda) e, no almoço do outro dia peixes assados (e dá-lhe vinho!).

Dilo se recuperando, Vóia bem era papo e mais papo como sempre.

Foi uma ‘visita de médico’ pois compromissos em Floripa nos aguardavam.

DSC02612 DSC02614DSC02619DSC02620

Na BR282 perto do Posto Janaína ‘fechamos’ 7.777 km rodados nesta viagem:

DSC02622

Na sexta-feira, dia 10 de agosto chegávamos em casa.

TOTAL DE KM percorridos na volta = 3.651

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP

No firme propósito de conhecer os refúgios termais dos amigos que há anos saem do sul no inverno, seguimos para São José do Rio Preto/SP.

Rio Quente a São J do Rio Preto

Entre Goiatuba e Itumbiara (na BR 153) no lado direito (sentido Norte) tem um excelente posto Texaco (Rodo Rede): S18º07.559/ W04º917.098.

No caminho as queimadas nas plantações de Cana são assustadoras…

DSC00572  DSC00573DSC00574         DSC00575

DSC00577

Sempre pela Transbrasiliana (BR 153), pernoitamos no excelente Posto Monte Carlo II (S 20º39’52.08” / W 49º20’26.76”– Rod. BR153 Km 44) com luz cedida pelo atencioso gerente comercial (Daniel Chagas). No outro dia seguimos até o camping que fica a menos de 5 km dali.

SJ Rio Preto a

www.aguasquentesminerais.com.br

www.pousadariopreto.com.br

Rod. BR 153 – Km 49 a 10 km de São José do Rio Preto

S 20º42.035’    W 049º20.341’

Termas SJRP 1

Há mais ou menos 10 anos muitos amigos compraram títulos de sócios (remidos) deste clube aquático com a promessa de usufruírem, ad eternum, sem mais despesas. É claro que isso não funcionou!

DSC00611

DSC00617

DSC00618 DSC00620

Como em Caldas Novas, de manhã cedo é ‘quase frio’, das 10 h até final da tarde é muito quente mas a noite é amena, boa pra dormir.

As piscinas são ótimas e diversificadas e, na medida em que escurece, somos brindados com uma  iluminação fundamentada na cromoterapia e que deixa o ambiente bem ‘romântico’!

DSC00619

DSC00621

Mudanças na administração do complexo e a construção de um hotel alteraram esta condição e hoje eles pagam uma mensalidade (R$ 50,00) e, quando ali acampados, uma taxa de manutenção (ou de luz) abaixo de dez reais ao dia. Com isso (e talvez não só por isso) o ‘camping bomba’ durante o inverno. Encontramos casais que chegaram no final de abril e só voltarão para casa no final de setembro. Os não sócios pagam uma diária de R$ 25,00 por pessoa + R$ 10,00 o exame médico (MH não paga).

DSC00583

Diferente de outros, não aceitam que se faça do lugar um ‘estacionamento de MH’, ou seja, o equipamento fica ali enquanto seus donos disfrutarem das termas. Isso nos parece correto pois muitas vezes os melhores lugares estão ocupados com equipamentos vazios cujos proprietários pagam uma mensalidade e só usufruem uns poucos dias por ano…

Não conseguimos descobrir qual a razão pra não aceitarem trailers!!!

Este lugar era ‘famoso’, digamos assim, por não acessar internet e não pegar celular. Este último com a justificativa de ficar perto de um presídio (só que o noticiário nacional dão conta de que nos presídios os celulares ‘correm soltos’, não é?). Hoje a '>'>internet wi-fi é disponibilizada por R$ 3,00 ao dia e o celular, dependendo o local, funciona.

DSC00593

DSC00601

DSC00606

DSC00607

DSC00609

Em final de temporada de inverno os reminiscentes eram 5 casais (4 de Curitiba e 1 de Floripa) super de bem com a vida que nos receberam carinhosamente.

Valeu Rosy/Palmeira,Leody/Cardozo, Ivonete/Dante e Isabel/Calado!

DSC00622DSC00625

Vamos embora enquanto elas saem do banho ou navegam, tranquilamente, na '>internet: até a próxima!

DSC00626       DSC00624

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Caldas Novas e Rio Quente (Goiás- BRASIL)

Caldas ao camping em RQ

De Araxá/MG fomos para Caldas Novas/GO.

Antes de fazer este relato é importante um esclarecimento: adoramos usufruir de águas termais  no inverno. Inesquecíveis os dias em que fez gelo nas janelas do MH, a temperatura abaixo de zero e nós entrando no ‘caldeirão dos hipopótamos’ (= piscina de hidromassagem, em Piratuba) às 7h da manhã e a ‘fumaça’ do contraste entre a temperatura do ar e da água nos impedia de ver as pessoas próximas!

Tanto é verdade que até hoje só frequentamos Piratuba/SC nos meses mais frios (de junho a agosto). Aliás não ‘entendíamos’ o frisson de amigos em frequentar  estes lugares nos meses quentes (seja em SC ou outro lugar do BR). Enfim: até agora nunca pensamos em ‘fugir’ do frio do sul como muitos amigos o fazem nos meses de inverno e só não ficamos lá nesta época se tivermos uma viagem mais longa programada.

Talvez por isso ainda não conhecíamos Caldas Novas nem São José do Rio Preto…

No final da década de 80 passamos em Rio Quente pois estávamos a caminho de Brasília para um Congresso de Educação (CBE). Éramos em 11 pessoas no MH e no lugar da moto levávamos mesa e dois bancos de madeira. Ficamos por quase uma semana ‘acampados’ no campus da UNB, uma beleza!

Em julho de 1990 quando fomos ao Pantanal nem paramos por aqui porque tínhamos pouco tempo e queríamos ir até Porto Jofre (o que, a duras penas, conseguimos sem celular ou GPS).


DSC00419

Caldas Novas é um município goiano com aproximadamente 70.000 habitantes e ostenta o título de ser “a maior estância hidrotermal do mundo”, o que nos fez lembrar de Río Hondo na Argentina onde todas as casas têm água termal e que  “gracias a su caudal termal, se há transformado (...) em el balneario más importante de la Argentina y de Sudamérica”.

Caldas é diferente das demais termas que conhecemos no sul do BR que se apresentam em duas formas dominantes: 1 – Um hotel ou mais que exploram as águas e alguns deles com acesso para MH (com camping ou não) o que se constitui na maioria (a exemplo de Gravatal/SC, Rio do Pouso, Termas da Guarda, Águas de Chapecó, Santo Amaro da Imperatriz/SC, Águas Mornas/SC, Águas da Prata/RS, por exemplo; 2 – Um parque aquático público rodeado de hotéis e um ou mais campings (o que nos parece mais democrático enquato acesso) a exemplo de Piratuba e Itá em Santa Catarina (não importa onde se está hospedado todos pegam ingresso para acessar as piscinas de águas termais).

Em termos gerais o acesso às águas quentes restringem-se aos diversos clubes da cidade ou dos recentes condomínios ali construídos. Um mais bonito e completo do que o outro, recebendo em seus hotéis centenas de grupos de excursões. Claro que há a possibilidade de se comprar convite como visitante mas em alguns casos o preço é exorbitante.

Para os campistas as opções são:

DSC00460

1 – O lindo Parque da Lagoa Quente ou Lagoa Pirapetinga (S17º43.576/W048º37.934’) que oferece camping, piscinas termais, bosques e sauna.

DSC04853

DSC04859

DSC04861

Fica a 6 km do centro da cidade. O não sócio, para passar o dia, paga R$50,00 reais por pessoa. A nascente desta lagoa, que não é propria para banho, se chama “Cozinha Ovos”.

2 – Camping Club do Brasil (CCB) também distante do centro da cidade possui “instalações-padrão, luz para equipamentos (220v), chuveiros quentes, quadra de esportes, sauna e piscinas cloradas de água fria. Palco da famosa costelada de Caldas Novas, passa por problemas sérios de falta de recursos assim como os demais campings da rede”. (MACAMP)

DSC04864

DSC04865

Para se usufruir das águas quentes é preciso deslocar-se até algum clube na cidade o que requer uma condução adicional.

3 – Clube Tropical I (S17º44.286/W048º37.590) o mais central de todos

DSC04872

DSC04873

DSC04874

e Tropical II (S17º44.775/W048º37.317). A maioria dos caravanistas que passam longas temporadas no município é sócio deste clube.

DSC04869

DSC04870

DSC04871

A convite, ficamos no terreno da casa do Claudio e Arlete que há muitos anos passam o inverno ali.

DSC00457

Com eles disfrutamos do Clube Itatiaia (ingresso válido por um dia: R$10,00 para a 3ª idade e R$20,00 para os demais). Todas as noites tem ‘bailinho’ das 20h à 24h. Fomos nos dois sábados em que lá estávamos.

DSC00463DSC00464DSC00467DSC00468DSC00476DSC00485

DSC00484

Também fomos à tradicional Feira do Luar, que acontece de sexta a segunda-feira numa área central com mais de 1000m² e tem umas 150 barraquinhas. Ali se encontra o artesanato e a culinária local. 

Caldas Novas vive do turismo e é sempre movimentada. Com destaque para as ‘lojinhas de roupas’ com preços acessíveis. É comum as confecções de roupas de banho possuírem costureiras que fazem o modelo que o freguês desejar.

Aos domingos tem uma imensa feira livre numa das novas, amplas e asfaltadas avenidas locais. Um show com destaque às farofas de pequi com ou sem pimenta.

DSC00451

A chegada de Neca e Tere só trouxe mais alegria e descontração nos vários coletivos e nas caronas que nosso anfitrião nos dava em seu robusto automóvel. Valeu amigos! Muito obrigado pelo carinho e atenção!

DSC04863


Hora de começar a volta para os três casais. Claudio e Arlete seguiram direto pra casa e nós quatro fazendo algumas paradas estratégicas, digamos assim.

Abastecemos de diesel e descarregamos a ‘águas negras’ (pinicão, merdeiro, merdal ou wc) no Posto BR na BR 153 entre Caldas Novas e Rio Quente, à direita).

DSC00488

No dia 7 de setembro, em pleno feriado, fomos para Rio Quente, a poucos quilômetros de Caldas. Lá nos impressionamos com a mudança do local, onde na primeira vez, além do Resort (que pudemos visitar gratuitamente), quase mais nada havia. Na ocasião tomamos um banho no rio e seguimos viagem. Ali construíram o Hot Park “maior complexo de lazer thermal do mundo (…), a maior praia artificial do mundo com água thermal (Praia do Cerrado), com 25 mil metros quadrados (…), com 9 tipos diferentes de ondas com até 1,20 m de altura.” O passaporte para passar o dia nestes locais custa R$100,00 por pessoa.

Rio Quente emancipou-se de Caldas Novas em 1988 e “é famoso por abrigar o maior rio de águas quentes do mundo, com 12 km de extensão e uma vasão de 150 milhões de litros por dia (…), com propriedades terapêuticas.”

DSC00506

DSC00507

DSC00509

DSC00527

DSC00489

Ficamos no camping Esplanada (diária de R$30,00 por pessoa), à beira do rio super movimentado no feriado (S17º46.465/W48º45.345). Ver este espaço ocupado por barracas e família inteiras se divertindo nos encantou (infelizmente o péssimo hábito de alguns se fez presente: colocar um som altíssimo durante o dia todo, e até 22 hs, nos obrigando a ouvir um som que não escolhemos e quase sempre de gosto duvidoso…).

DSC00516

DSC00521

DSC00529

DSC00566

A vizinhança, sempre muito gentil, foi debandando aos poucos e, no dia 8 à tarde éramos nós e mais duas famílias acampadas em barracas: o rio quente, limpíssimo era só nosso, finalmente!

Infelizmente quando saímos de lá a reserva natural do Parque Estadual de Caldas Novas já tinha perdido 70% da sua vegetação num incêndio (coisa bem comum em muitas partes do Brasil) criminoso: quando este país entenderá que isso é crime hediondo?!