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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ilha de Taquille/Puno 3 PE

Depois seguimos para Taquile numa longa viagem (nosso barco é lento). Reforço no protetor solar, água, folha de coca e um cochilo até chegarmos: ali somos avisados que teremos que subir uma trilha de uns 500 metros depois seguir mais um pouco no plano até o centro da aldeia para almoçarmos (lembrei a foto da Vera/De Paris)...
Só que foi muito pior do que imaginávamos: os nativos estavam desde ayer (ontem), em mutirão, reformando a trilha, o que nos fez passar por vários terraços, muita areia, aumentando em 40’ minutos a caminhada que já não é pequena (a sorte é que o mal das alturas estava sob controle)!

Enquanto percorremos, é um sobe e desce de quéchuas enrolando lãs (só pra turista ver, pois até novelo industrializado vimos ser enrolado como tradicional), trazendo areia e pedras para a trilha: uma loucura! No centro, homens tricotando capuz com quatro agulhas (tb pra turista ver, pois quem tricota sabe que é impossível caminhar tecendo motivos com mais de cinco cores de lã). A vestimenta indica o estado civil de homens e mulheres bem como a hierarquia do grupo. Os chefes são eleitos anualmente pelos seus pares.


Mais um caminhadinha e, finalmente, o almoço: conosco estavam italianos, poloneses, uruguaias e uma argentina. Podíamos escolher entre dois pratos principais: truta ou omelete.


Depois, mais uma trilha, uma descida íngreme até o porto principal onde o barco nos esperava (deixando-nos na pousada).


Chegamos mortos e sem condições de internet: jantamos na pousada (tomamos pisco sour, uma delícia).

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Peru: aduana até Puno

Saímos cedo em direção às aduanas. Na do Chile, para sair, tudo bem com simpatia e educação.

Na do Peru, ficamos quase por três horas sem ter tido complicação alguma: a papelocracia abunda. De Paris foi bondoso ao afirmar que “cultuam um carimbo”! Simpáticos mas sem um fluxo organizacional adequado te fazem ir e voltar várias vezes aos vários setores para carimbar e carimbar. O primeiro fiscal sanitário tinha nos liberado os ovos e as frutas adquiridas no Chile, mas, quando já (depois de quase 3 h) estávamos liberados pra seguir deixamos três deles conhecer o MH e não deu outra: um deles era fiscal sanitário, viu os ovos e as bananas e recolheu. Só que o fez quando estava sozinho conosco e, na pressa, nem levou tudo o que tinha separado (ficou evidente que ele tava a fim dos ovos e das frutas pra ele).


Almoçamos em Tacna que nos surpreendeu: limpa, florida e com o comércio aberto no domingo.

Na saída fizemos a feira

Seguimos para Moquegua que produz vinho e azeitonas pretas e, também estava em pleno funcionamento com aquelas imensas feiras vendendo de tudo.




Dormimos num posto novo, antes do pórtico que tem um sol, que nos cedeu luz (tem banho se necessário) e um cachorro super carinhoso. Re fez uma caipirinha pra acompanhar o camarão que compramos em Tacna.

Torata, Carumas, Laguna Laricota a caminho de Puno

31 de agosto. Nosso objetivo agora é chegar em Puno. O único mapa do Peru que conseguimos comprar não difere do que imprimi na internet, ou seja, não deixa claro quando é e quando não é estrada asfaltada.


Assim seguimos, e na entrada de Torata, olhando o mapa, devíamos ir para a esquerda e assim o fizemos. Descemos, descemos mais umas curvas e ao entrar na cidade o MH entalou numa de suas ruelas: Renato desceu de ré, com a minha ajuda (por isso não temos foto) uns 500 metros, o que não é pra qualquer um! Conclusão: até o tamanho de uma Van, vale a pena conhecer a cidade por dentro, mais do que isso, contorne-a, seguindo a estrada a direita.

Estamos na Carretera Binacional Puno/Desaguadero cuja sinalização é precária em todo o percurso de muitas curvas. No desvio para Puno a surpresa: estrada de chão! Mudamos o roteiro seguindo até Desaquadero aumentando em muito os quilômetros (200 mais ou menos) a serem percorridos até Puno.

Em Carumas uma placa indicava 4.530 msnm e, logo adiante, outra com 4.662 msnm!



Após três horas de viagem achamos um espaço para estacionar (cercado de llamas ou de suas parentas) onde paramos para almoçar, em pleno deserto. Ao sairmos do MH para fotografá-las um enjôo nos pegou. Depois de uma hora e medicados seguimos viagem.



Perto de Laguna Laricota, onde era curva e mais curva, uma placa indicava: 4.800 msnm. Levantar pra fotografar? É ruim, hem!


Chegamos em Desaguadero um lugar muito feio e sujo e resolvemos tocar para Puno numa estrada indicada como asfaltada mas que parte não tinha asfalto, outra estava sendo restaurada e outra bem ruim.



No caminho muita beleza típica de mãos dadas com a pobreza. Muitas casinhas azuis (patentes de rua) chamam a atenção (parte de um projeto sanitário governamental).

Chegamos em Puno à noite, mareados e muito cansados. Um taxi nos guiou até o Camping/Hotel que tínhamos como indicação dos amigos alemães (Walter e Christa). Assim que vimos o lugar pensamos: todo o sofrimento de hoje será recompensado pelo visual que teremos daqui. Ledo engano: o Hotel Libertador há um ano desativou a parte de camping.

Quem atendeu ao Renato deve ter percebido seu cansaço. Telefonou para uma amiga que trabalha numa pousada bem perto do hotel. Fomos pra lá: viva, finalmente um lugar sem pó e com calçadas, o melhor até agora!

Hoje rodamos 419 km, num total acumulado de 4.757 (o GPS marca 5.265)