segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Brasil, Brasil, Brasil!!!!!!!!!!!!!!!

Chegamos com chuva no final do dia em Rivera: super simples e amigável a saída do país que se separa (ou se une) ao Brasil por uma praça/rua (porto seco). Santana do Livramento a primeira cidade brasileira não tem aduana embora ostente duas grandes construções da polícia federal.



Dormimos no posto BR (S 30°53.198 W055°31.479) na saída da cidade (com luz, sem internet).



Na BR 290 a beleza do trigo pronto para a colheita....






Venda de artesanatos de lã e tapetes de couro









Através da BR 158 acessamos à BR 290 que nos levou até a free way, depois a RS 453 (estrada do mar): dormimos no nosso velho conhecido posto BR (S 29° 19.711 W 049° 45.649), praticamente na entrada de Torres (com luz, sem internet). No outro dia bem cedo fomos até o Japonês (BR 101), tomamos café e seguimos direto para Floripa.




O "corte" no morro antecipa a vista de Tubarão (cidade onde nasci) o que, antigamente, me emocionava muito...




Depois de tanta chuva a cor do rio Tubarão é igual a do Ijuí: marron!




Mais adiante, Itapirubá, meu lugar de coração, onde vivi os melhores dias da infância e da juventude (foto do ano passado).




A BR 101 parece a novela das 8 da Globo: nestes 90 dias em que estivemos fora pouco mudou! Buracos, desvios mal sinalizados, desníveis, tráfico (ops, tráfego) intenso...








Em Roça Grande um barulho insistente indicou que uma das calotas estava meio solta. Conserto feito, seguimos adiante.





Chegando em Floripa o sol apareceu...




Ai, ai, "põe meia dúzia de skol pra gelar, pode se preparar, porque estamos voltando"....








Estava bem assim quando passamos....




Brasil, Brasil, Brasil....



Beira mar norte






Nossa Servidão



Coração disparado...





Mara precisou segurar a Luna ...




Airton e Denia nos recebendo: perfeito!
À noite um Pisco Sour do Re


É muito bom viajar, mas voltar pra casa também é maravilhoso. Principalmente quando o lugar que se escolheu pra morar é na formosa Lagoa da Conceição em Floripa!
Estamos de volta no nosso aconchego!


Culminando com este astral maravilhoso, no dia 8 acolhemos o convite do Érico e nos encontramos com outros companheiros de estrada numa pastelaria na avenida das Rendeiras (três destes casais foram companheiros da nossa aventura com seus apoios e dicas).
Valeu: brigadu!

(foto do Érico)




No próximo post, como bons professores aposentados, as considerações finais!























domingo, 9 de novembro de 2008

Uruguai

Sempre com a robusta a postos, de Villa Elisa fomos até Colón para abastecimentos: diesel para o MH e vinhos para nosotros (queríamos uns que não encontramos em outras partes da Argentina). Infelizmente, ali, não tinha o espumante nem dois tipos de vinhos que eu queria... Lição: comprar quando os encontre e não deixar para depois!
Atravessamos a linda ponte e, na aduana, uma longa fila (basicamente de uruguaios que fazem compras na Argentina que está mais barata). As aduanas dos dois países ficam juntas. Novamente tivemos sorte: um funcionário mandou sair desta fila e nos encaminhou para a de veículos grandes (que estava vazia): um carimbo de saída do país de los hermanos, mais um de entrada no Uruguai, uma vistoria bem basicona com um comentário de desapontamento do fiscal quando informamos que, desta vez, seu país só nos serviria de passagem: que bonitinho!




No Uruguai sempre nos sentimos se não em casa, na de um vizinho muito querido e íntimo. Seu povo é educado, amigável e despretensioso. Paisagem uruguaia típica: plana, verde, gado, ovelhas. Bonita como sempre...





Sem perecíveis a bordo, em Taquarembó, paramos num posto em busca de um sorvete e/ou uma fruta: providencial, pois o cano de esvaziamento do tanque da água limpa estava vazando. Um pequeníssimo furo, provavelmente adquirido no trecho onde colocaram piche e brita.
Enquanto Renato fazia os reparos necessários, observei quatro garotos espalhados pelo pátio do posto com pequenos laptops verdes (pareciam de brinquedo).


Nada disso: navegavam na internet wi-fi do posto (pq não têm em casa) fazendo tarefas escolares ainda sem muito domínio desta nova ferramenta de aprendizagem (nem sabiam do microfone e da webcam embutidas no equipamento nem do skype, por exemplo).




A felicidade da mãe esperando o filho concluir a tarefa.....




O governo do Uruguai distribuiu, neste ano, um laptop para cada aluno. Não tenho detalhes, mas foi mais uma cena emocionante pra nós!


sábado, 8 de novembro de 2008

Entre Rios e Villa Elisa (AR)

Depois das despedidas em La Plata começamos, por assim dizer, o nosso retorno. Rota pronta no GPS seguimos, novamente até Buenos Aires: Au La Plata, 9 de Julho, Ruta 9, Ruta 12 e Ruta 14, ou seja, Província de entre Ríos!

Logo na entrada da R 12, à direita tem um grande posto (se alguém precisar pernoitar) e um pouco mais adiante tem... policia caminera. Mandaram parar, pediram documentos resmungando que falta alguma coisa: Renato desce e eu fotografo.

Segundo o nobre agente das estradas de los hermanos faltava faixa luminosa nos dois lados do MH e o adesivo dos 90 quilômetros também não estava no lugar certo (uns centímetros acima) e tinha que ser auto-reflexivo. Questionamos que isso não aparece no site oficial e nem no documento da Embaixada (Fernando nos deu uma cópia) ele nos pediu outros documentos. Entre eles o seguro Mercosul (carta verde): quem diz que achamos?. Deve ter caído numa das tantas aduanas, sei lá!



Re foi levado até a sala do oficial e eu fui junto com a robusta (Sony H9) pendurada no pescoço. O guarda dizia pro chefe o que faltava no MH, a gente contestava, e ele trazia um xerox da Lei, Graça fotografava dizendo que iria pesquisar na internet.


Cara, a falta de respeito deles querendo coima era tão evidente que também perdemos o respeito: foi aquela falação! É só em Entre Rios que isso acontece (com que ele contestou: se os outros não fazem seu trabalho direito, aqui nós exigimos o cumprimento da lei), que a imprensa toda fala, que era ridículo o que faziam (Gracita tava enlouquecida), etc...


Pegava que não achávamos o comprovante da tal carta verde: o oficial vendo que estávamos indignados e nervosos disse para irmos ao MH procurar com calma. Reviramos tudo e, até agora, nem sinal dela! Enquanto procurávamos, o policial nos devolveu os documentos e mandou seguir. Deviam ter aplicado a multa pois não achamos o comprovante e nem se tem como conferir o pagamento por Internet. Queria ou não coima/propina?
Na R 14 um pouco antes de Galeguaychú, num container abaixo de um viaduto, nova abordagem chamando o Re para falar com o oficial lá dentro. Eu e robusta fomos juntas. Alegação: estávamos a mais de 90 por hora. Sem combinar nos entreolhamos e rimos (acho que já estávamos pro crime) e negamos é claro, pois de fato não tínhamos ultrapassado os 90. Renato informou que poderia solicitar um histórico do GPS que comprovaria o que se afirmava. Frente a isso ele perguntou qual era o rodado do MH. Foi informado que era o original da mercedes Benz para esse caro, ou seja 275/80. De pronto ele reagiu: é isso, o rodado engana, marca menos que está andando. Aí foi demais.
E continuava fingindo que copiava nossos dados num caderno comum, pegou um formulário de detenção temporária e disse que ficaríamos detidos. Perguntado por quanto tempo ironizou: um minuto, uma hora, quem sabe... Foi a gota que faltava: arrumei a câmera no modo gravação enquanto junto com Renato, os dois indignados, deitávamos a pua neste procedimento. O oficial ironizou perguntando se eu tinha fotografado para dar a foto pras chicas brasileiras... mas recuou e nos mandou seguir. No final perguntou se eu tinha fotografado: foi quando falei que tava registrando toda a viagem no blog....


Dali em diante, sempre que víamos a polícia, fingia filmar/fotografar de dentro do MH: não fomos mais barrados ...
Antes de atravessarmos para o Uruguai resolvemos conhecer as Termas de Villa Elisa (águas salgadas) que há algum tempo encantam Rozimbo e Hilda. Que maravilha!



Reencontramos a Argentina educada e de boa vontade como em La Plata e em tantos outros lugares.


O complexo (http://www.termasvillaelisa.com/ S 32° 07.599 W058° 26.245) é bonito, limpo e amplo. Tem piscinas cobertas e ao ar livre, um inclusive com ondas produzidas artificialmente. Piscinas para descansar, outras para brincar: não fica aquela zorra de gente pulando e te respingando quando apenas queres lagartear.... Uma beleza! Vale o preço um pouco salgado: entrada de $55 ($5 para o MH e $25 por pessoa) que se paga uma vez mais a diária de $70 para o casal (após o terceiro dia tem redução de 10%).



Acima, piscina descoberta, só para descanso. abaixo restaurante, mercado, hotel e enfermaria (atendimento com ambulância incluído na diária).




Um dos vários banheiros e o local pra descarregar o pinicão



Áreas de lazer cobertas





Área de Camping a beira do lago





Piscina com ondas



Numa das piscinas cobertas um elevador para descapacitados




Abaixo nossa visão a partir da sala do MH




Pista para peatones, com 4,5 quilômetros, quase até o centro da pequena cidade. Finalmente fizemos uma boa caminhada....



Ali conhecemos Guillermo e Rebeca (holandês com grega, olha que combinação interessante, que moram na Argentina uma vida inteira) e Nino (argentino que viveu muitos anos na Itália). No pouco tempo que convivemos já deu pra perceber que são campistas dos bons.
Re e eu queremos ser que nem Guillermo e Rebeca que, aos 82 e 78 anos, seguem desbravando estradas e fazendo amigos.



Conhecê-los foi uma forma muito bonita de nos despedirmos de los hermanos: só com bons sentimentos!







































































































sexta-feira, 7 de novembro de 2008

8 de novembro












Aos 53 e aos 23 anos
Gracita completa 54 anos.

Oba!


Gracias a la vida que me ha dado tanto:
bons amigos e,
principalmente,
esta família que amo mais do que tudo!
Beijos em todos que, me gostando um poquinho,
perdoam meus erros
e
me ajudam a tentar ser mais e melhor!
Brigadu...









































terça-feira, 4 de novembro de 2008

TATi (Torneio Amigos do Tênis internacional - Argentina- 2008)

Nosso primeiro torneio fora do Brasil. Como sempre os homens luchan y luchan e as mulheres nem tanto.
Buenos Aires continua linda e pretensiosa. Suas calles Florida e Lavalle perderam o glamour, mas Puerto Madero e Recoleta são bairros show!
Nada mais gostoso do que La Boca e suas peculiaridades.
Calixto e Lica souberam escolher e priorizar os programas e restaurantes. Rimos, comemos, bebemos muito e jogamos um pouco é claro!

Masculino/Campeão: Neca
Vice: Renato (três meses sem jogar e a concentração con el vino lhe fez bem...)
3º: Calixto
4º: Mico (o destaque do campeonato). Os mais velhos que se cuidem...

Feminino/Campeã: Lica
Vice: Tere
3º: Ane
4º: Gracita





Em plena 9 de Julio este cara fica assim: não sei como é campeão....



Nós invadindo o Obelisco