domingo, 10 de junho de 2012

Chapada Diamantina: Lençóis

 

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Chegamos em Lençóis, a ‘capital da Chapada Diamantina’ e logo tivemos um desconforto: no Largo do antigo Mercado Público (Praça das Nagôs), após passarmos a ponte e na ‘dúvida’ por onde seguir pois, à primeira vista, as ruas pareciam tão estreitas não percebemos algumas motos estacionadas bem na esquina por onde pretendíamos passar.

Nem bem Renato  começou a dobrar a esquina  o povo ao redor gritou. Fomos ver o que era: encostamos numa moto estacionada…

Lio, o moto-táxi, dono da moto, foi na nossa frente até o camping e lá acertamos sobre a batida (paralama dianteiro e farol). Tudo resolvido a contento e sem problemas.

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Na verdade o melhor caminho para a Pousada e Camping Lumiar (S 12º33.842 e W 04º123.330’ – Tel: 75  3334-1241) é virar à esquerda na rua paralela ao antigo Mercado (rua São José) e na segunda rua adiante, à direita, na rua do Rosário: ao lado da Igreja do mesmo nome (à esquerda) está a entrada de fácil acesso.

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Dá para ir virando à direita onde ‘pegamos a moto’ pois no outro dia vimos um ônibus duplo entrando na Praça Horácio de Matos (um bom lugar pra estacionar se não se quiser camping pois, segundo os locais não tem problema nem perigo algum) e de lá virar à esquerda na rua Baderna até o camping. O mapa do alto da página indica ‘camping’ embaixo à direita mas ninguém nos falou dele enquanto estivemos por lá (talvez seja o caso de conferir…) e ele não aparece no mapa impresso que temos. Para chegar até lá basta seguir reto na rua Rui Barbosa (na foto abaixo à direita) até a esquina com a rua Voluntários da Pátria.

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Lumiar é um ‘complexo’ com pousada no antigo casarão da tradicional família que administra o local. Restaurante (novo) a ser inaugurado nas festas de São João, salão de eventos, camping (diária de R$25,00 p/p) e wi-fi. O lugar é bem central, arborizado e lindo.

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Ali abrimos toldo, lavamos roupas tudo que um bom acampamento suscita. Finalmente de volta à civilização: TIM (em E mas rápida), VIVO (3G) e Sky. Hora de contatar os queridos e atualizar o blog.

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No outro dia (6ª feira) pegamos um guia e fomos caminhar até os Caldeirões do Serrano (que também sofre as consequências da seca e onde é possível ir sem guia) e o Salão de Areias (coloridas) onde sem guia a gente não acharia.

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À tarde fomos ‘reconhecer’ o centro  da cidade.

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No sábado, sem guia, fomos ao Ribeirão do Meio, um tobogã natural com alguns poços (achamos que devida à seca). Basta seguir pela rua dos Negros ao lado da Igreja do Rosário/Camping caminhando numa trilha fácil de 3,5 km.

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Não precisa levar comida pois tem dois pontos de apoio. Destaque para o primeiro pela simpatia, zelo e limpeza do senhor que mora lá.

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À noite comemos uma excelente pizza (pequena com 6 fatias + 3 cervejas por R$ 35,00) na Praça Horácio de Matos um dos redutos gastronômicos da cidade.

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Domingo com a moto do LIO alugada (aquela mesma do primeiro dia e já arrumada) seguimos para Iraquara (região com a maior concentração de cavernas da Chapada). Fomos pela estrada de chão (cheia de costeletas) na altura da entrada da gruta Lapa Doce (por 7 km) até a Pratinha (R$ 15,00 p/p para ver as 3 coisas com exceção do mergulho opcional na Gruta Pratinha).

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Não nos apeteceu nadar no rio nem mergulhar na gruta e fomos almoçar no local. Depois seguimos até a Gruta Azul (pertíssimo), cujo raio de sol só incidiria mais tarde. Foram os acessos mais fáceis e dá para ir sem guia tranquilamente.

Voltamos em direção à Lençóis por outro acesso de ‘chão’ (mais longo, 12 km, com aclives e declives e trecho com areia, mas melhor do que o da vinda) pretendendo subir o Morro Pai Inácio (onde se tem a melhor panorâmica da chapada) mas já à beira da BR 242 se tem lindas visões do Camelo,

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do Morro do Pai Inácio  e outros (não fotografamos porque o faríamos no Morro).

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Mas para quem está acostumado a transitar em rodovias com MH  grande ficar praticamente ‘imprensado’ e balançar com o vácuo das carretas numa Honda 125 cilindradas, segurando um capacete (cuja viseira não fechava direito) maior que sua cabeça foi demais pra Gracita… A informação de que após uma subida íngreme de dez minutos com a moto ainda teria mais meia hora a pé foi determinante para a nossa desistência…

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À noite fomos experimentar o cardápio servido na Rua das Pedras o reduto mais charmoso da variada gastronomia local.


Faltou dizer ou da série ‘ponto de vista é a visão de um ponto’:

Ônibus escolar É claro que sempre pensamos em conhecer as ‘Chapadas brasileiras’ mas dois posts de amigos foram determinantes para que estivéssemos aqui e agora: Geya e Edu nos levaram para Rio de Contas e o Sergio Moritz para os demais lugares. Valeu!!!

Nuvem de tempestade Sol Amanhecer com muitas nuvens na Chapada não significou chuva pois depois das 10 horas sempre veio um sol lindo;

Avião O aeroporto fica próximo a Lençóis (uns 20 km); Quem não está de MH estará bem servido com ele.

Polegar para cima Rio de Contas, a primeira cidade planejada do Brasil, é a cidade histórica (tombada) mais bonita e limpa da Chapada Diamantina (das que conhecemos, é claro) e Lençóis, a mais charmosa à noite.

Polegar para cima Mucugê é simpática e oferece muitas opções para trekking em áreas preservadas além do projeto Sempre Viva (um exemplo do Brasil que dá certo) e Museu do Garimpo.

Polegar para cima Na próxima vez pararemos em Ibicoara para conhecer a cachoeira do Buracão (que todos dizem imperdíveis).  

Câmera Um mês nesta Chapada e a gente não verá quase nada. O importante é definir o básico a ser visto (por sugestões dos guias e/ou dos amigos que lá estiveram a partir de seus interesses e afinidades, é claro) poisportante é ir até lá!

Anotação“Música e cultura agitam a cidade histórica durante quatro dias no mês de agosto. O evento acontece há mais de dez anos e tem como ponto alto os shows gratuitos de artistas consagrados da MPB”.

Película O BRASIL E O MUNDO PRECISAM CONHECER A CHAPADA DIAMANTINA POR SUA BELEZA, DIVERSIDADE E ACOLHIMENTO (em letras garrafais porque dá mesmo vontade de gritar para todos ouvirem).


Dinheiro Paulinho, dono do camping Lumiar, tem interesse em permutar terreno em Lençóis por terreno ou apto em Floripa pois pretende expandir seus negócios para lá…

domingo, 3 de junho de 2012

Chapada Diamantina: a caminho de Lençois

Quinta-feira, 31 de maio, andamos 147 km mas se tivéssemos confiado no GPS teríamos rodado 486 km (também por isso não dá pra abandonar o mapa impresso).

O mapa do Google mostra, exatamente, o trajeto que fizemos e o outro, o que o GPS nos indicou pois de Andaraí em diante ele não está adequadamente roteado ou coisa que o valha pois mandava retornar e fazer uma volta imensa e desnecessária!!!

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Quase no trevo do acesso sul de Mucugê, na BA 142, paramos para ver de perto o Cemitério Bizantino (sec. XIX) - criado para enterrar os vitimados pela cólera e varíola -  com sua lápides imitando catedrais góticas.

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Mais adiante (uns 6 km) visitamos o Projeto Sempre-Viva e o Museu Vivo do Garimpo ambos motivo de orgulho para baianos e brasileiros, com certeza!

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Esta espécie é típica da Chapada Diamantina e já  escapou da extinção graças às pesquisas exitosas realizadas neste projeto.  Por quê ‘sempre-vivas’? Quem sabe porque assim secas elas durem ‘apenas’ 54 anos…

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Os dois projetos ficam no mesmo lugar o que facilita a visitação. Aprendemos muito com a explanação que também discorreu sobre toda a Chapada com uma síntese muito bem feita.

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Ali também é possível ver duas cachoeiras. Fomos na Piabinha (caminhada de 5’) que, infelizmente, está quase seca.

Próxima parada: Andaraí para conhecer seu simpático (mas não tão limpo) centro histórico e provar o sorvete da Apollo (outra excelente indicação do Guia Quatro Rodas). O sorvete de cachaça corresponde a uma caipirinha, bom… Experimentamos e gostamos dos seguintes sabores; gengibre, café, tapioca e rapadura.

Deixamos a visita ao ‘Pantanal da Chapada’ para outra ocasião já que conhecemos o Mato-grossense até o final da Transpantaneira em Porto Jofre.

Em Andaraí tem bastante espaço para estacionar e pernoitar se necessário…

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Voltando à BA 142 uma inusitada manada veio, calmamente, em nossa direção.

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Almoçamos no posto de combustível na Br 242 sob uma excelente sobra e chegamos em lençóis no início da tarde.