quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Puerto Montt y Puerto Varas

Voltando a Puerto Montt outros vulcões enfeitam a paisagem...



Na estrada a visão dos vulcões Osorno e Cabulco encantava!


Voltando a Puerto Mont

Logo após a ponte sobre o rio Trapén entramos à direita em busca da vista dos vulcões Calbuco, Osorno, Puntiagudo, Yates e Monte Tronador até a baía de Chinquihue e de um camping onde ficamos e gostamos na viagem anterior.
O visual nesta estrada é perfeito.

Embora não lembrássemos com certeza do nome, ao passarmos por ele imediatamente o reconhecemos apesar de toda a mudança ocorrida na estrada e do trânsito intenso de um final de expediente de sexta-feira.

O Camping Paredes, à esquerda e em frente a uma Universidade (S41°29. 694’/ W072°59. 242’), continua igual (claro que as árvores estão bem maiores do que há 13 anos). De $10.000, baixaram para $8.000 a diária. Estacionamos e, à noite, finalmente comemos o peru do Renato, ou seja, sobre coxas de pavo com massa com farinha de rosca!

Noche muy fria!


Sábado chuvoso e nós que tínhamos lavado as roupas: varal dentro do MH foi a saída! De ônibus fomos para o melhor mercado do Chile em Angelmo/Puerto Montt. O ônibus onde Andréa e Fernando foram parecia saído da Guerra do Pacífico!

Mercado de Puerto Mont

Sábado chuvoso e nós que tínhamos lavado as roupas: varal dentro do MH foi a saída! De ônibus fomos para o melhor mercado do Chile em Angelmo/Puerto Montt. O ônibus onde Andréa e Fernando foram parecia saído da Guerra do Pacífico!
O Mercado está reformado, com dois pisos, mais limpo. Os pequenos restaurantes (em média quatro mesas) melhoraram muito. Em termos de pescados e mariscos não tem pra mais ninguém! Só compramos salmão ahumado e certificado porque passaremos pela aduana. Fernando e Andréa que ficarão mais tempo no Chile, fizeram a festa!




Pra quem gosta destas coisas e já teve a experiência dos caracoles ou já viajou em curvas e serras bem mais impactantes, a viagem ao Chile deve iniciar em Puerto Montt: compra-se um estoque para consumir durante a viagem (só não tem os deliciosos ostiones encontrados a partir de Chillan até Arica).

Puerto Varas

Fomos para Puerto Varas pela estrada antiga (sem sinalização adequada fizemos voltas desnecessárias) com sua linda paisagem, em busca de uma vista especial que guardamos na memória do vulcão Osorno: a que se tem a partir do mirante do camping Los Troncos. Pra nós que recordamos de Helta, Elenita, Célio, Diego, Márcia, Dudu (e filhas) e, principalmente, de Heda, Vitor, Neca, Tere, Karine, Rafaela e Felipe (companheiros na viagem anterior) numa noite especialmente divertida e fria (embora em pleno janeiro) rever o camping era um desejo!

Fora de temporada, desativado, entrada e espaço apertados, só fotografamos e seguimos para o camping Playa Hermosa (acesso na estrada ao lado ao Los Troncos) a beira do lago.


Vento, frio e chuva: só nos restou un casino, ou seja, jogo de canastra entre blog e finanças (Fernando/Graça X Renato/Andréa), com vitória dos blogueiros. O celular atualizou a hora brasileira (horário de verão) e nos levantamos uma hora antes (quando nos demos conta já era tarde...).










Puerto Varas, despedida do "casal na estrada"

Deixamos o “casal na estrada” (o MH deles ficou no camping) no centro de Puerto Varas e seguimos para a Argentina. Como nos despedimos “definitivamente” nesta viagem, cabe aqui um comentário sobre a convivência de 10 dias com Fernando e Andréa: da nossa parte a convicção de que encontramos dois amigos com muitos pontos em comum conosco, descobertos nos longos e gostosos papos que mantivemos e nas atitudes observadas. Daí o nosso desejo de compartilhar muitas vezes da companhia dos dois. As identidades nos permitem pensar que fizemos mais um casal de amigos da estrada e que se estenderá para além dela.



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Chiloé Insular e Quellon (Chile)

Esta zona turística do Chile “incluye la Isla Grande de Chiloé, el archipiélago de isla interiores y el sector continental desde el fiordo de Comau hasta el fiordo de Reñihue. (…) distinta al resto de Chile, superándose la clásica división entre Cordillera de la Costa, Valle Central y Cordillera de los Andes. Aquí el Valle Central se hunde, dando paso a un mar interior; la Cordillera de la Costa está fragmentada en múltiples islas; y la Cordillera de los Andes deslinda con el océano. (…) En esos tres siglos se desarrolló una cultura ‘intramuros’, producto del mestizaje hispano-mapuche y condicionada por el medio marítimo. Hoy permanece vigente, con testimonios que sorprenden al viajero.”

Em Chiloé o fenômeno das marés é bem visível em muitos lugares permitindo que seus habitantes possam, digamos assim, colher alguns frutos do mar em plena praia.

Outro destaque é sua arquitetura religiosa com mais de 150 igrejas e capelas predominantemente construídas de madeira.

Tranquilamente, em 20 minutos, atravessamos o Canal de Chaco num transbordador ($18.500) e pernoitamos no COPEC (bem simples mas nos cederam luz) na entrada de Ancud (Av. Anibal Pinto). No outro dia fomos abastecer (retribuindo a gentileza), mas não tinham diesel.



Seguimos até o Camping y Cabanas Chiloé (o mais perto do centro, uns 600 metros) que, na temporada pode ser bonito, mas que estava totalmente abandonado: porteira aberta, casas fechadas, carros chilenos estacionados e ninguém para atender. Re se pilchou de mecânico e arrumou o rodo ar. Em todo este tempo nenhum vivente apareceu e seguimos para o centro.

A beira mar, em frente a um COPEC, tem estacionamento pago onde deixamos o MH enquanto comprávamos mariscos e pescados no mercado que é bem sortido e tem uma interessante feira artesanal com muitos produtos de lã e calentadores (chimeneas de piedra cancagua) feitas à mão. Queríamos um destes para usar como lareira lá em casa (cujo espaço aguarda uma desde 2002), mas só encontramos grandes e quadradas o que não nos convinha.

Decidimos seguir até Quellón no ponto mais austral da Ilha e onde termina a Panamericana e, na volta, ir parando. Na saída da cidade quem encontramos? Eles mesmos: Andréa e Fernando (http://casalnaestrada2.blog.terra.com.br/) retornando de Valdívia. Seguimos juntos desde aí.
Cangrejos de Quellón

Torre do museu (Ancud)

Em Quellón fomos até Punta Lapa no marco indicativo do final da Ruta 5 – RODOVIA PANAMERICANA – que começa no Alaska e onde termina o asfalto.

Vulcão Chaiten visto de Quellon

Lá, finalmente compreendemos porque o vulcão Chaiten não aparece em nenhum mapa chileno: segundo uma ex-moradora do pueblo só eles sabiam que aquela montanha era vulcão: o resto do país, não! Que estranho né? Ainda segundo ela não houve erupção, mas cinzas e tremores que fizeram com que os rios destruíssem tudo. Hoje o vulcão expele uma densa fumaça branca que, num primeiro momento, confunde-se com nuvem.






Camping perto de Punta Lapa