segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Saindo do Peru: Arequipa/Aduana com o Chile

No sábado à noite fomos ao centro. Tirei o ‘uniforme’ da viagem, não levei a grande bolsa preta (troquei por outra preta mais delicada, digamos assim), nem a câmera fotográfica; passei um rímel e um gloss (bem urbana) e fomos conhecer “O Patio Del Ekeko”, ver a cidade à noite, jantar...

A rua estava em reformas e empoeirada, mas Ekeko “El único centro comercial de Arequipa diseñado exclusivamente para el turismo. Cinco niveles donde encontrará lo mejor em compras, deliciosa comida, cultura, entretenimiento y todos los servicios que pueda necesitar um turista” nos surpreendeu pelo bom gosto da decoração e pela qualidade dos produtos. Foi ótimo porque as feiras com os mesmos produtos já não nos interessavam mais...

Escolhemos umas três coisas e, quando fomos pagar, uma senhora (depois sabemos que era a dona do Ekeko) percebendo que somos brasileiros nos invitó para um café no restaurante anexo a uma das lojas (na que estávamos).
Resumindo: Ela (Sra. Chela) tem 81 anos (super bem conservados, bonita, arrumada, elegante, fina) e, com exceção de seu marido e filhos, todos os parentes moram no Brasil (São Paulo). Está fragilizada porque há três anos seus pais, que viviam no BR, morreram. Nós que já estávamos encantados com o Peru, com tanto carinho, nos derretemos, é claro! Na saída ainda me regaló com um Ekeko (quando se ganha traz prosperidade, felicidade). Saímos dali muito ‘tocados’.
A cidade, à noite, fica mais bonita ainda, principalmente a Plaza de Armas que, com certeza, é a mais bonita que vimos no Peru!

Jantamos no restaurante indicado por Maria Eugênia e Rudimar (super atenção do garçom), pegamos um taxi até o camping: após termos pago, o taxista esperou até abrirem o portão (fechou com chave de ouro)!
Domingo, 21 se setembro. Saímos às 10h (nossa) com engrase num posto na saída da cidade (S/. 30 = R$ 18) até 12 h.

Despedimo-nos do ‘nevado’, do vulcão Misti sempre curtindo uma colorida paisagem, curvas, subidas e descidas.





Saindo do Peru

Almoçamos na estrada num Grifo PETROPERU, chegando a Tacna às 18h45min, (nossa). Pernoitamos em la Cochera (estacionamento) Samiza (S/. 10, com luz), no Cruzamento da avenida Belguia com Av. Unanue.

No outro dia abastecemos num grifo onde a frentista ‘se passou’ e o alemão deve ter gostado....

Llegamos na aduana do Peru: embora simpáticos, a mesma burocracia... (mas sem problemas).


O Peru nos foi uma grata surpresa. Vimos, sentimos e recebemos muito mais do que pensávamos e, por isso, destacamos:
1. A simpatia, receptividade, gentileza e presteza dos peruanos.
2. Suas lindas e desafiadoras paisagens.
3. Sua história e cultura bastante preservadas e enaltecidas.
4. Sua gastronomia (em especial o Pisco Souer e suas salsas picantes).
5. Seus preços interessantes.
6. A esperança sentida entre o cidadão comum de que a transoceânica Brasil/Peru incremente as relações entre ambos.
7. Dos países visitados nesta viagem é o que tem as margens das rodovias mais limpas.
8. De maneira geral cumprem o lema que está escrito em vários lugares: turista feliz, progresso para meu país.

Também percebemos a pobreza existente fora dos pontos turísticos, provavelmente devido à centralização e pouca distribuição dos impostos, segundo depoimento dos próprios peruanos, nada tão diferente do encontramos em algumas regiões do Brasil.


sábado, 20 de setembro de 2008

PISCO SOUR

Renato se especializou e já faz melhor que muitos locais daqui...




Receita para duas pessoas
3 doses de pisco
2 doses jarabe de goma
1 dose de suco de limão
1 colher (sobremesa) de açúcar
1/2 de clara de ovo
Gelo picado à vontade
Bater no liquidificador em rotação lenta (ou na coqueteleira)
Ao servir o copo deve ter 1/4 de espuma.
Hum.............

Valle del Colca (PE)

Na quarta-feira, ás 08h30min (10h30min, no nosso horário) nos pegaram no camping com um microônibus e seguimos em direção ao Vale e ao Cânion de Colca.

O trajeto na ida não nos trouxe nada de novo. O pessoal, em geral, muito animado com as vicunhas e alpacas do caminho (poucas), mas nós, que já vimos muitas, não nos empolgamos. Além disso, o esquema de excursão não é o que mais gostamos, mas, enfim, vamos lá!


Re tomando um básico cha de coca...


Los castillos...



Sempre acompanhados pelo majestoso vulcão Misti e pelo nevado Chachani percorremos estradas de curvas e altitudes cada vez maiores (Patapampa com 4.910 msnm) até chegarmos a Chivay (3.651msnm) onde pernoitaremos. No caminho avistamos o vulcão Mismi onde começa o rio Amazonas (descoberta recente).

Chivay/Valle de Colca

Nosso bus e um pouco do que encontramos no caminho...


A segunda etapa do passeio foi a mais bonita; o Valle Del Colca com suas belas terrazas com plantação, o Cañon Del Colca: maior do mundo com 3.400 ms de profundidade (o Grand Canyon/USA tem 1.610 ms),


Almoçamos em Chivay (bufet bom onde finalmente experimentei o rocoto relleno: um pimentão vermelho, nem tão picante assim, recheado com carne picada, queijo e outras cositas mas) e, em seguida, nosso querido guia/Cesar nos seduziu para uma caminhada de uma hora em terreno plano. Legal: será bom para a digestão!

O terreno não era tão plano assim, alguns tiveram dificuldades no percurso, mas a beleza compensou: atravessamos a Puente Inca Chivay e vimos as famosas colcas onde os quéchuas/cabanas, os collawas armazenavam seus mantimentos (a região é propícia pelos ventos que refrescavam as colcas, os buracos, digamos assim, feitos nos barrancos às margens do rio). Estes produtos podiam ser conservados assim por até três anos, se fosse o caso.



Empoeirados e exaustos seguimos para los baños termales em La Calera com várias piscinas (inclusive uma coberta), serviço de bar/lanchonete e o melhor: água bem quente X clima frio (lembramos de Piratuba e de Itá), amigos pra conversar e um pisco pra nos aquecer, perfeito!

À noite jantamos num restaurante bem típico pra turistas: comida muito boa e barata e música boa. Pena que os grupos comiam e logo iam embora... Tocaram um samba (ao menos tentaram) e instigaram os brasileiros a bailar. Não tive dúvidas e fui: só dava gringo fotografando (lembrei do tempo do sambão em Itapirubá).

No hotel, ao subirmos para os quartos, deram pra cada um dos hóspedes uma bolsa de água quente que, somando à quantidade de cobertas (um cobertor grosso e pesado, um edredom com plástico, outra manta de lã pesada e mais um cobertor sobressalente), sugeria o maior frio de nossas vidas. Na verdade o frio foi a zero grau só quando tomamos o café.

Yaretas, Maca/Vale de Colca

Yaretas só dá nestas altitudes. são super resistentes, crescem lentamente e já foram usadas nos fogões dos nativos.



No pueblo de Maca, que quase foi extinto no último terremoto, (pagamos para nos fotografar com uma águia achando que era Cóndor (é ruim, hem!) Que mico, hem!!!!!!!!!





Crocs no Vale de Colca

Nossas poderosas e guerreiras Crocs (Ana Maria uma simpática peruana limenha) e a escada que quase acaba conosco!



E dá-lhe monte de pedras......

A segunda etapa do passeio foi a mais bonita; o Valle Del Colca com suas belas terrazas com plantação, o Cañon Del Colca: maior do mundo com 3.400 ms de profundidade (o Grand Canyon/USA tem 1.610 ms).